domingo, junho 21, 2009
O encontro das Almas
Estávamos perdidos, mas Eu encontrei-te... tal como tu me encontraste. Hoje perdemo-nos de novo... para sempre.
domingo, junho 14, 2009
sábado, junho 06, 2009
Mensagem de Amor
Achei este vídeo no youtube. Partilho convosco este maravilhoso talento do Andy Mckee.
Gostaria de o partilhar com alguém que amo e perdi... esta musica levantou o fino véu que tapa o meu coração.
Para ti minha diva.
O regresso

Após quase 3 anos de colocar uma entrada no blog, decidi faze-lo novamente. !!! E isto esta a tornar-se repetitivo, em função das oscilações do meu estado de espírito para patamares negativos. Enfim, a necessidade de mais uma libertação. Os ciclos da própria vida.
Recebi um comentário ao meu outro post, "Árvore da Vida" escrito há bem mais de 2anos que me ajudou a perceber que deveria continuar o blog.
Alias, eu pensei que ninguém lê-se as cenas que escrevo!!! :)
Alias, eu só o faço por simplesmente gostar de o fazer, faz-me bem.
Liberto-me, e ao partilhar no formato de blog, pode sempre ajudar alguém a reflectir e a perceber as multidimencionalidades do ser humano com o meu testemunho.
Eu como espécime vivo, cobaia do tempo e dimensão actual, pensante e de livre espírito.
A propósito desta nova incursão pelas libertações partilho um devaneio, reflexão ou meditação, como quiserem.
Faz tudo parte do processo sobre esta multidimencionalidade.
A libertação que exteriorizo hoje é dedicada às voltas que a vida dá, redá e faz acontecer.
Aprendi, com alguém que passou no meu caminho, que nada acontece por acaso.
Estas coisas acontecem sem darmos por ela, e na verdade nunca estaremos preparados para as receber, chamemos-lhe mero acaso, livre arbitrio, destino, caminho, trajecto... eu chamo-lhe VIDA.
A vida coloca-nos por caminhos tão estranhos e tão imprevisíveis, tão diferentes, tão esguios, tão maravilhosos... É a teia.
O eterno e supremo trajecto de toda a matéria existente, desde o big bang.
Mas, como todo o universo é composto por matéria e energia, nós seres humanos, como parte dessa matéria, temos a nossa existencia prevista no trajecto acompanhado de toda a expansão do universo.
O trajecto é conhecido, o caminho é que não.
Cada um tem o seu caminho, cada um escolhe o seu caminho, cada um vive o seu caminho.
As acções tem sempre reacções e o ser é enquanto existe. Sem reacção à acção, nada existe. Parece confuso mas não é.
Durante o nosso percurso, na crista ou depressão da onda, quando uma porta se fecha, abre logo uma janela. Quase nunca para o mesma divisão, e quando assim é, a visão que se tem é completamente diferente.
Mas, por outro lado, ao se descobrir o que vemos ao abrir a janela, se tivermos abertura para tal,
percebemos que não é por acaso, e as coisas que recebemos ou perdemos fazem parte de um plano maior, num crescendo de percepção e emoção, até ao fim da nossa breve existencia.
As coincidências a que muitas vezes somos deparados, não são coincidências, são propósitos, ligações para a teia global que é a vida.
Podem achar isto um pouco ridículo, e que as teorias da atracção d"o Segredo" são meras balelas mas na verdade algumas aconteceram comigo, outras simplesmente não aconteceram.
Não é regra, nem excepção, é simplesmente o acaso do nosso caminho no trajecto do cosmos. A nossa percepção é que talha o nosso juízo.
A repulsão ou atracção das energias, dependendo do nível de receptividade que temos, determinam a polarização da nossa essência.
Verdade é que os opostos se atraem, e os iguais se repelem, mas o ser humano tem a uma incrível capacidade de adaptação e transmutação, que levada ao extremo, consegue virar o negativo para positivo, e vice-versa.
Como muitos dizem, todos diferentes, mas todos iguais.
O objectivo único da vida é ser feliz, e partilhar essa felicidade com quem amamos, mas verdade é que, a felicidade vive, não fora de nós, onde geralmente a procuramos, mas sim dentro de nós, onde raramente a encontramos....
sábado, fevereiro 10, 2007
A Árvore da Vida
Acabei de ler o meu livro de cabeceira. Foi sem duvida um dos mais sentidos que li. Aprendi e recordei muito, e no final fiquei a pensar se devemos dar importância ás coisas materiais ou ouvir o que diz o nosso coração.
Nos dias que hoje correm , muitos são o significados e lições que filtramos duma vida que passa a 200 á hora e não deixa espaço para manobras arriscadas. Esperando um dia conseguir perceber o que me trouxe a este mundo e a esta realidade, caminho por um percurso sinuoso cheio de entroncamentos que me desviam da rota guiada pela estrela, outrora seguida pelos reis magos.
Ao se seguir um caminho encontram-se outras vidas, realidades, obstáculos, e na escolha que se faz num segundo, quer saibamos ou não, estamos a jogar com a nossa existência e com a de quem está perto de nos. Nesta coisa de viver a escolher é preciso encontrar orientação em analogias que nos ajudam a perceber qual a encruzilhada a virar ou qual a força com que devemos chutar as pedras do nosso caminho para não acertar em ninguém.
Um dia, no meu jardim, entregue ao meu pensamento e olhando um bonito e imponente carvalho vieram-me á cabeça algumas analogias... Reparei no seu forte tronco, os enormes ramos que se dividiam em ramos mais pequenos e esses ramos dividiam-se em galhos que por sua vez ostentam todas as folhas. Esta divisão levou-me a um pensamento profundo, e das tantas vezes em que é denominador comum na nossa vida. No primeiro momento só reparei no que tinha à minha frente, o que saia desde o chão até ao céu ... e o que está por baixo...?- pensei. Imaginei as fortes raízes que cresceram desde o pequeno bugalho para se agarrarem ao pedaço de terra que lhe foi oferecido, na oportunidade de ali sugar tudo o que precisava para crescer e sobreviver.
Foi ali que caiu, e ali se tornou neste belo e forte carvalho. Das raízes extraiu toda a força para o seu sustento, sugou da vida para construir a sua. Mas seria este o melhor pedaço de terra para crescer? Haveria aqui o sustento para subir em direção ao sol? E o sol, estaria sempre a brilhar?
Penso que o bugalho nada sabia, nem pouco se importava, pois foi aqui que o deixaram e não em mais lado nenhum. Hoje é um carvalho enorme. Forte e belo. Faz-nos perceber que até aquele bocadinho de terra consegue fazer crescer um ser tão inabalável.
Também na nossa vida as raízes tem de ser fortes, espalhadas e seletivas. É da base que parte todo o ser, da base se constrói a vida. Quando ainda somos bugalhos não temos a noção do futuro, vagueamos num rumo incerto, mas que nos transporta para muitos lugares e nos faz sentir as consequências desses rumos.
A única coisa com que podemos contar é o pequeno lugar onde nos deixaram crescer.
A conquista diária para sugar o mais pequeno laivo de seiva é transformada numa grande vitória, contudo, para conseguir essas vitorias é preciso dar à persistência e á coragem espaço para crescerem, lugar para se maturarem. Com isso conseguimos engrossar o nosso tronco, capaz de suportar todas e quaisquer ramificações. Com o passar do tempo mais ramos vamos tendo, mais folhas vão nascendo para que em toda a sua amplitude se sugue da vida, em todas as direções. Por vezes há ramos partidos, folhas velhas levadas pelo vento, coisas que nos são roubadas ou simplesmente perdidas no nosso caminho. Mesmo nessas alturas temos que escolher, deixa-las cair para crescerem outras no seu lugar, ou simplesmente deixar a ferida transformar-se em cicatriz para nos lembrar-mos sempre da sua perda. Perder é tão bom como ganhar, em ambas as possibilidades sabemos que houve um objetivo á nossa frente e que, duma maneira ou doutra, ele esteve no nosso caminho para nos ensinar algo, para que na nossa escolha em perder ou ganhar nos levará para um céu diferente e mais azul do que o anterior.
E assim nascem novos ramos, mais fortes e belos que os anteriores. Novas galhos e novas folhas preenchem o nosso espaço duma maneira mais intensa e proveitosa. Com eles crescemos mais. Com eles iremos mais longe. Com eles alimentamos a nossa vida cada vez mais ocupada e projetada para um céu cada vez mais alto. Sem eles podemos enfraquecer. Sem eles podemos morrer.
Sem eles poderá não haver futuro porque é neste todo que chamo árvore ao lindo Carvalho que tenho á minha frente.
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